Começam os jogos pan-americanos e com tudo que uma festa brasileira tem direito, ou melhor, quase tudo… faltaram as mulatas e seus desnudos e avantajados atributos pelos quais somos mundialmente conhecidos. Ao menos eu não lembro de ter visto.
A festa e as apresentações em geral foram muito boas, afinal o povo brasileiro sabe bem como fazer um carnaval com todos os seus enredos e alegorias. E alegorias não faltaram na festa da abertura. Embora bonitas e criativas, penso que nem todos entenderam o sentido das apresentações, sem que alguém as explicasse, mas enfim… a Fátima Bernardes as explicou para mim. Os efeitos com os fogos de artifício foram excelentes.
Vejo que o Brasil é bem capaz de organizar eventos grandes como esse, e não só eventos como esse, mas muitas outras coisas que deixam de ser feitas por falta de vontade ou acomodação, política e do povo.
E por falar em políticos e povo, estes são itens bem brasileiros e que estavam presentes, claro!
Pra começar, atraso de 40 minutos (mais brasileiro impossível). Mas foi por um bom motivo, a segurança na entrada foi rigorosa. Isso mostra duas coisas: 1) o Brasil não está acostumado a ser rigoroso (leia-se sério) em questões de segurança (e muitas outras questões também) e 2) se o Brasil realmente quiser, e se pegar alguma prática, saberá como ser rigoroso (ou sério) em questões de segurança sem atrasar os cronogramas por causa disso.
Depois disso, vaias, e muitas… para o presidente (por 4 vezes), para a delegação dos Estados Unidos e algumas poucas para outras delegações.
Não acredito que vaiar tenha sido algo interessante à imagem do Brasil. Por mais problemas que possamos ter, o presidente é o presidente e isso deveria ser respeitado. Sei que estamos numa democracia, e isto é ótimo e permite que as vaias estejam liberadas, mas no que essa vaia vai mudar em alguma coisa a situação do Brasil. Não sermos acomodados no dia a dia é que pode mudar alguma coisa. Além disso a vaia não combina nem um pouco com uma festa como é o Pan-Americano, que procurar divulgar uma mensagem de respeito e alegria.
Não estou, de modo algum, defendendo o Lula, apenas não vejo que a vaia foi algo interessante, não acrescentou nada… talvez prejudicou um pouco a beleza da festa, então concluo que era desnecessária. Aliás, que fique claro que, infelizmente, não estou satisfeito com a política executada no Brasil, e muito menos tenho tido confiança nas palavras proferidas por esse pessoal do “foro privilegiado”.
O mesmo se aplica aos americanos. Não acredito que seja o caso de se vaiar… porque fomos chamados de Congo? Porque o presidente deles só pensa em guerra? Ao vaiarmos a delegação deles, caímos num erro muito grave e muito comum por aí, a generalização. Muitos americanos podem até ser arrogantes, mas não podemos simplesmente generalizar. Ainda mais sem conhecermos uma grande quantidade para poder ter uma base. E verdade seja dita: eles buscam ser os melhores, de uma forma não muito adequada em algumas vezes, mas em tudo eles buscam ser melhores e quase sempre conseguem. São ricos e desenvolvidos, com certeza temos muito que aprender com eles. Acho totalmente desnecessária a vaia numa festa que fala de “união dos povos”.
Mas enfim que a festa foi muito bonita e a pira ficou muito bonita e criativa, parecendo um sol de fato. A mensagem que fica é que quando se quer algo e se une forças para lutar por isto, a coisa acontece. Mesmo no Brasil!
E como diria o nosso ilustríssimo presidente no encerramento da festa se o povo permitisse: “Boa sorte Brasil!”