Pra que serve a lei?
Ontem vi uma reportagem na TV sobre os radares nas rodovias federais. Eles comentavam das chamadas lombadas eletrônicas que estão desligadas por todo o Brasil porque o contrato com a empresa que cobrava as multas expirou no fim de 2007 e não foi feita uma nova licitação. Primeiro mal sinal: Ninguém sabia que o contrato estava terminando? Eles entrevistaram algumas pessoas perguntando se eles achavam importante ter essas lombadas eletrônicas e todos falaram que sim, pois ajudam a evitar acidentes.
Tudo bem, ajudam mesmo. Depois falaram dos radares móveis da polícia que por lei não podem ser escondidos, tem que haver placas avisando que há fiscalização eletrônica, pois caso contrário, a polícia não pode multar. Não pode multar? Mas pra que serve então a placa de limite de velocidade?
É muito comum vermos nas nossas rodovias aquelas placas redondas com uma borda vermelha indicando a velocidade máxima permitida naquele trecho da rodovia. Sinceramente, eu sempre achei que isso servisse para que as pessoas não passassem dessa velocidade e se caso passassem, a polícia poderia multar. Mas como a polícia vai saber se o cidadão passou do limite? Com radares claro. Mas porque deve-se avisar que tem radares? Bom a explicação de um político foi que avisando que tem radares as pessoas diminuem a velocidade e assim acidentes são evitados e se o radar for escondido, as pessoas não vao respeitar a sinalização (as plaquinhas redondinhas). Mas peraí, as plaquinhas redondinhas não deveria servir pra que as pessoas diminuissem a velocidade também, ou seja, elas servem pra quê se apenas as placas avisando da fiscalização eletrônica é que tem efeito. É uma questão de lógica, se tem uma placa dizendo que a velocidade máxima é 80km/h, então se eu estivar a 100km/h um policial pode me multar, ele não precisa me avisar que está fiscalizando eletronicamente, pois já tem uma placa dizendo pra não passar de 80. Será que eu sou bobo ou isso é apenas mais um sinal de que no Brasil a lei não serve pra nada.
Mas esse é definitivamente um problema cultural, ou seja, se nos importássemos com o coletivo, respeitaríamos as leis e não ficaríamos indignados quando fossemos pegos por um radar escondido mesmo tendo uma placa indicando a velocidade máxima. Não acredito que o pensamento individualista consiga fazer com o que Brasil se torne um país desenvolvido.
No related posts.
